domingo, 24 de agosto de 2008

' O Chamado ' pelo celular !


Estranho e confuso, Uma Chamada Perdida é cansado e totalmente mal dirigido.O filme mostra a história de Beth Raymond (Shannyn Sossamon). Após presenciar a morte de dois amigos, Beth procura a Polícia para relatar que, dias antes de morrer, ambos receberam estranhas mensagens de voz pelo celular, com o áudio de seus últimos momentos de vida e detalhes - como dia e hora - de sua morte. Desacreditada pelos policiais, ela encontra um aliado no detetive Jack Andrews (Edward Burns), cuja irmã morreu em circunstâncias semelhantes. O Filme é uma remake de uma versão Japonesa, assim como "O Chamado"e outros filmes do género, é o mais curioso desse, que o autor tenta fazer o filme funcionar, agilizando as cenas de suspense, o que pareceu não dar certo. Já decretado um fracasso absurdo, o filme não se resolve, a historia se perde e não se explica, o que o torna horrível.

Outro dia ouvi algo muito interessante sobre essas novas franquias que apareceram depois de "O Chamado", algo como "terror + telefone é “Pânico” de 1997 Wes Creven, que trava com excelência o fantástico plus do suspense na época.Uma Chamada Perdida é mais uma produção que abusa do gosto público de sentir medo na sala escura. Pega-se um sucesso falado em uma língua, coloca-se um diretor que fale outra, e acaba sendo isso: filme sem alma. Já disponível em DVD.

segunda-feira, 11 de agosto de 2008

Não chega nem ao Trailler dos Anteriores !!


É bastante provável que a maioria daqueles que gostaram dos divertidos dois primeiros exemplares da franquia "A Múmia" tenham uma péssima surpresa com este "A Múmia - Tumba do Imperador Dragão, que não agrada nem como matinê descompromissada.
Era inevitável uma mudança drástica de rumos na franquia "A Múmia". Desenvolvida pelo cineasta Stephen Sommers como uma agradável mistura de "Indiana Jones" com o monstro egípcio clássico da Universal (que distribui a franquia, aliás), os dois primeiros filmes da série agradavam por seu ritmo alucinado, ótimos efeitos especiais, certeiras piadas auto-referênciais. Além disso tudo, agradava principalmente pelo carisma de seu trio de estrelas, Brendan Fraser, Rachel Weisz e John Hannah, cada um encarnando um estereótipo típico de filmes de aventura (neste caso, o aventureiro, a pesquisadora e o ganancioso, respectivamente).
Infelizmente, a resposta é negativa. Sem um pingo da química dos filmes anteriores, este "A Múmia - Tumba do Imperador Dragão" não passa de uma pálida sombra dos exemplares anteriores da série. O filme começa com uma (excessivamente) longa seqüência mostrando a origem do impiedoso Imperador Han (Jet Li), que unificou a China através da espada de seus exércitos e do poder de sua magia. Buscando atingir a imortalidade, o governante procura a ajuda de uma poderosa feiticeira (Michelle Yeoh) que, ao ser traída, joga uma maldição no déspota e em seu exército, transformando-os nos famosos soldados de terracota.
"O roteiro do filme, além de pouco inspirado, não desenvolve bem os poucos conflitos que cria. Um exemplo da falta de criatividade do texto são as óbvias tiradas que permeiam a produção, seja na alternância de disposição do casal principal no seu aristocrático lar, ou nas cenas de batalha nas quais as piadas de Rick se restringem a uma única gag com uma camisa. Não esqueçamos também as aparições dos abomináveis homens das neves (de onde eles vieram mesmo) e do avião que se teleporta, fora o ridículo e patético "gancho" no final da fita. "
"Rob Cohen, apesar de seu talento para cenas mais pirotécnicas, aqui faz um trabalho sofrível na direção. Concebendo alguns planos simplesmente ridículos (em um certo diálogo entre Rick e Evelyn, a câmera está ridiculamente posicionada), Cohen ignora princípios básicos de como se contar uma história, atropelando fatos e inserindo elipses impossíveis, além de mostrar sua pouca familiaridade com a franquia jamais sabendo conduzir seus atores no tom correto desta. Para piorar, seu senso estético é totalmente datado e destoa completamente da história. Um exemplo disso é a seqüência final, na qual a areia forma o rosto de dois personagens tombados, sendo que esta vem dos ossos de dezenas de soldados mortos, não apenas daqueles dois mostrados. "
"Enquanto os efeitos que criam os seres fantásticos do longa são acima da média, sua utilização na fita nem tanto. Interessante notar que o diretor e o editor Joel Negron forçaram para colocar toda e qualquer cena que tivesse sido gravada por Jet Li na tela, para ao menos justificar a quase ponta do ator, cujo personagem aparece transfigurado em qualquer outra coisa durante boa parte do filme, limitando muito o tempo de cena de Li. "

quinta-feira, 7 de agosto de 2008

Quem é o Coringa!?



Por: Daniel Carvalho


Nos últimos dias, me vi preocupado com uma questão tão complexa quanto enlouquecedora: quem, de fato, é o Coringa? Para quem não sabe o motivo da pergunta, basta assistir o novo filme do Batman, no cinema desde o último dia 18, para entender a pergunta. Para a resposta, é preciso um pouco de reflexão.

Críticos e fãs de cinema em todo mundo elogiaram a atuação do ator Heath Ledger, que interpreta o personagem. Dizem até que ele “robou” a cena. E não era pra menos. Com um papel destes nas mangas, um ás é balela.

Compreender a motivação deste Coringa é tão difícil quanto um jogo de cartas marcadas. Como diria (o mordomo), ele faz tudo ‘só pra ver o circo pegar fogo’. Coringa foge dos padrões e moldes dos colegas vilões; sua insanidade é motivada, apenas, por anarquia, desordem e o caos. Algumas cenas do filme ensaiam uma explicação sobre a rebeldia de tal vilão. Seria o pai alcoólatra que humilhava a mãe perante os filhos? Ou a esposa – viciada em jogos – insatisfeita com a demonstração de amor do companheiro?

Não é irracional pensar que o mundo vive cheio de Coringas e a vida é um jogo de baralho. Talvez os do mundo real não sejam tão insanos, mas a verdade é que, quem dá as cartas neste jogo é a sociedade, através de seus governantes.

Coringas como o do filme são filhos do pai corrupção e da mãe indiferença. São frutos de uma sociedade marcada por desigualdades, onde as Leis e o sistema de governo vivem em um constante colapso de funcionamento. A sociedade produz seus vilões, e até agora os nossos são apenas traficantes dispostos a matar ou morrer, estupradores que agem por impulso sexual ou assaltantes que buscam qualidade de vida. Todos os elementos que compõem a personalidade do Coringa são a combinação de cartas que até então não foram entregues para o mesmo jogador.

É neste contexto que surge uma proposta: ao invés de receber as cartas, por que cada um de nós não escolhe as suas? Porque devemos seguir a ordem social a nós imposta se esta não funciona na prática? Porque sermos governados, se podemos nos auto-regulamentar? Eis a teoria do Coringa, algo distante, mas não utópico. Felizmente, o Coringa é apenas um cachorro louco. Quem o soltou da coleira!?

Vote consciente !!