domingo, 27 de julho de 2008

WALL -E


Wall-E é um robô destinado a limpar toda a sujeira deixada na Terra. Os humanos partiram há 700 anos e vivem agora em uma espécie de cruzeiro espacial, equipados com tecnologias que restringem ainda mais a interação com outras pessoas e tornam desnecessários qualquer tipo de movimento, até mesmo o da mastigação. Eles se locomovem por sofás voadores e se alimentam apenas de líquidos, o que os tornou obesos e alheios aos arredores. Tanto Wall-E quanto os humanos vivem isolados, mas Wall-E compreende o valor do contato e a importância dos detalhes que tornam o mundo mais colorido, algo explicado somente pela curiosidade. Grande parte do filme se arrasta sem diálogos. As expressões faciais e corporais de Wall-E e a trilha sonora brilhantemente construída ajudam a dar o tom da história. Cabe ao som e ao trabalho competente de animação dos profissionais da Pixar explicarem a trama que seria explícita com facilidade através de palavras. Andrew Stanton, diretor e roteirista da produção, explicou precisamente o que foi testado com "Wall-E", sem dúvida o filme mais ousado dos estúdios. O talento que todos dentro da empresa sabiam que tinham foi escancarado ao mundo. O que precisaram fazer foi trazer à luz principal o que, até "Ratatouille", longa-metragem anterior, ficava como pano de fundo de um roteiro bem pontuado. (Por: Deivid Junior e Lais Cattassini)

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